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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

ECZEMA ATÓPICO

 

O eczema é um tipo específico de dermite, sendo o padrão mais expressivo e mais frequente de inflamação cutânea. Há diversos tipos de eczema, podendo ser desencadeados por infecções, traumatismo, factores ambientais, alterações vasculares, ...

Porém, hoje vou debruçar-me sobre um tipo particular desta dermite: o eczema atópico.

 

O eczema atópico é uma inflamação crónica pruriginosa e que surge, particularmente, em indivíduos com predisposição familiar (para asma e rinite alérgicas). É frequente um bebé que tem eczema atópico, vir a ter asma, quando criança, e na idade adulta desenvolver rinite alérgica.

O eczema atópico é mais prevalente na criança e nos indivíduos do sexo masculino e resulta de uma reacção cutânea exagerada de hipersensibilidade tipo I. Esta é uma hipersensibilidade imediata, cuja resposta se desenvolve em 2 a 30 minutos, e que é mediada pelas IgE (geralmente aumentadas nestes indivíduos).

Substâncias irritantes (lã, sabão, detergentes), infecções por microorganismos, contacto com alergénios (ácaros, pólens, pêlos animais), alguns alimentos (leite, ovo, amendoim, peixes,...), variações da temperatura ou humidade, stress são alguns dos factores desencadeantes desta patologia.

O eczema atópico surge geralmente por volta dos 3 meses de vida (quando ocorre a maturação do sistema imunitário da criança) e manifesta-se por lesões eritematosas (vermelhas), exsudativas e pruriginosas, com edema associado (inchaço),  geralmente, localizadas na face (bochechas e queixo), couro cabeludo, membros superiores e inferiores e na região das fraldas.

 

 

Entre os sintomas, verifica-se uma pele xerótica (seca) e com descamação, com prurido (comichão) e sudação intensos e intolerância têxtil (estes indivíduos apenas suportam roupa de 100% algodão). O acto de coçar estas lesões, agrava as mesmas, leva à formação de crostas amareladas e à perda da função barreira da pele, com a facilitação das infecções por esta via.

 

 

A partir dos 2 anos as lesões passam a ser acompanhadas de liquenificação (espessamento, escurecimento e estriação da pele) e localizam-se sobretudo nas pregas cutâneas (popliteia - por trás dos joelhos, sangradouro - parte anterior do cotovelo, região retroauricular).

No adolescente, a maioria das lesões sofre remissão, porém algumas mantém-se e passam a localizar-se preferencialmente nas pregas, região anogenital e pálpebras.

 

 

O diagnóstico é essencialmente clínico. É feito através da história familiar de atopia, eventualmente pela pesquisa de IgE aumentadas mas, sobretudo, pelas lesões características e intenso prurido associado.

 

O tratamento do eczema atópico passa pela identificação e evitamento dos factores desencadeantes (roupa de lã, roupa justa, frio, vento, imersão prolongada em água quente) e pela terapêutica farmacológica. Usam-se fármacos tópicos, aplicados localmente, como os corticosteróides (que devem ser evitados nas pregas e face, devido ao risco de atrofia cutânea), emolientes e o tacrolímus. Pode ainda recorrer-se aos corticosteróides sistémicos (prednisona) durante um curto período de tempo (têm muitos efeitos adversos, e são de evitar nas crianças) e aos anti-histamínicos (essenciais para diminuir o prurido). Por fim, pode ser necessário o uso de antibióticos para tratar eventuais infecções da pele.

publicado por Dreamfinder às 14:30

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Sábado, 10 de Março de 2007

O MENINO AUTISTA

Conheço um menino de nome João, de 6 anos, uma criança linda, de pele branquinha, lourinho e de uns olhos bonitos azuis como o céu.
A 1ª vez que o vi, pareceu-me uma criança normal, em todos os aspectos, a única coisa que me chamou a atenção foi estar muito desinquieto, confesso que no momento achei demasiado e pensei ser possível devido a ser um menino muito mimado, …errado.
Nos instantes seguintes arrependi-me de tudo o que tinha pensado sobre aquela criança, uma criança que me encantaria. A enorme surpresa desenhou-se na minha frente quando aquela mãe corajosa, a Maria João, me disse que o seu filho era “autista”.
O Autismo Infantil ou chamado também de Síndrome de Kanner é uma anomalia congénita do desenvolvimento que se manifesta quase sempre nos primeiros meses de vida. As respostas aos estímulos auditivos e por vezes aos visuais são anormais e existem habitualmente graves dificuldades de compreensão da linguagem falada. A fala está atrasada e, se se desenvolve, caracteriza-se por “ecolalia” (a repetição automática, em eco, de palavras ou de sons ouvidos), pela inversão dos pronomes, pela imaturidade da estrutura gramatical e pela incapacidade de empregar termos abstractos. O nível de inteligência varia de atraso profundo ao normal ou acima deste. Dificuldades ao nível da comunicação e da aprendizagem são dois dos maiores problemas. 
As crianças autistas têm grandes dificuldades em comunicar com os outros, por vezes, até mesmo com os pais, irmãos e crianças da sua idade. Mas vários estudos demonstram que não acontece o mesmo com os animais, com os quais os autistas conseguem desenvolver um elo de proximidade e confiança, especialmente fisicamente, o que é raro de se ver de outro modo, pois as crianças com este síndrome evitam tocar ou ser tocadas.
A hipoterapia é uma ferramenta importante para estimular a criança autista pois utiliza o cavalo como terapia. Mas outros animais podem ser utilizados, pois a criança extraordinariamente mostra-se atenta às necessidades básicas dos animais, como a fome e a sede, estas experiências com animais só trazem benefícios.
 

 
Um programa em estudo, que parece estar a ter uma grande aceitação, usa desenhos para ilustrar palavras, ou seja, uma criança autista aprende a mostrar o desenho de um copo ou de comida, quando sente sede ou fome, por exemplo, o que permite estabelecer a comunicação e colmatar a frustração, um dos sentimentos mais vulgares entre os autistas e seus familiares.
Segundo um estudo recente, indica como causas possíveis da síndrome a idade avançada dos pais ou a falta de oxigénio do bebé durante o parto. Um dos indicadores surge quando uma criança de um ano ainda não responde ao seu nome.
A mãe, extraordinária e corajosa mulher, fiquei fascinada com o seu modo de encarar o problema do seu filho, que me contou como foi surpreendida, o simplesmente não esperar que o seu filho fosse autista. Só começou a notar que alguma coisa não estava bem, quando o seu filho não conseguiu começar a balbuciar as pequenas palavras que todas as crianças naquela idade conseguiam, tão simples como “mãe” e “pai”. A partir daí correu médicos, informou-se sobre este Síndrome em livros e até mesmo na Internet, deixou de trabalhar para dedicar todo o seu tempo a este filho mais novo que tanto queria ajudar. A sua única mágoa é para com os apoios do nosso país a estas crianças, que não são nenhuns. Como vive nos arredores de uma cidade pequena, não tem uma escola própria para o colocar, anda numa escola pública onde até os pais pagam as simples “micas” para o filho nelas poder escrever e poderem de novo apagar para as reutilizar novamente.
Este é o nosso país, o que temos…
Ficará para sempre no meu coração, este menino lourinho, de olhos azuis como o céu, o menino autista…

“Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a.”

Goethe

publicado por Dreamfinder às 11:26

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